Os erros do passado ficaram para trás e um novo começo se formou através de linhas e agulhas. Em Juiz de Fora, no bairro Jóquei Clube, Rafael Inácio, um ex-detento da Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires, transformou sua vida por meio de iniciativas de ressocialização.
O recomeço
Preso aos 20 anos, Rafael passou quase quatro anos em regime fechado. Durante sua internação, teve a oportunidade de trabalhar na oficina da marca Chico Rei, que atua dentro do sistema prisional. Inicialmente, sua intenção era apenas reduzir a pena, mas a convivência com a costura mudou sua perspectiva de futuro.
Empreendedorismo em foco
O contato diário com o corte e a costura despertou em Rafael não só uma nova habilidade, mas também o desejo de empreender. A empresa reconheceu seu potencial e o apoiou a iniciar seu próprio negócio. Em sua primeira saída temporária, ele buscou um advogado para formalizar sua microempresa e conseguiu as primeiras máquinas.
Uma nova empresa
Com a autorização judicial e o apoio da mãe, Rafael montou sua confecção e começou a receber camisetas cortadas da Chico Rei. Ele realiza a montagem das peças, que depois são enviadas para estamparia e venda. Atualmente, em regime semiaberto, ele trabalha em casa durante o dia e retorna para a prisão à noite.
Planos de expansão
A professora de costura Rosilene Gonçalves, ou tia Rosinha, foi fundamental na trajetória de Rafael, ensinando-o em todas as etapas da costura. Rafael se destacou e se tornou um profissional versátil na fábrica. Ele sonha em expandir seu negócio e contratar outras pessoas que, assim como ele, enfrentam dificuldades para se reintegrar ao mercado de trabalho.
Uma nova visão de futuro
Rafael expressa o desejo de que todos tenham oportunidades de ressocialização. Ele se compromete a dar orgulho à sua família e a todos que o apoiaram. “É uma roupa que não serve mais. A partir de agora, o meu futuro é isso daqui”, conclui, celebrando sua nova vida e conquistas.
