A renovação da faixa de 850 MHz, utilizada pelas operadoras de telecomunicações, está em pauta no Tribunal de Contas da União (TCU). As empresas reconhecem os desafios que essa discussão traz, mas a Anatel vê um grande potencial para essa faixa na implementação de serviços 5G no Brasil.
Debate no Telebrasil Summit 2026
Durante o Painel Telebrasil Summit 2026 em Brasília, Vinicius Caram, superintendente da Anatel, apresentou um modelo híbrido que propõe que parte da faixa permaneça com as atuais operadoras, enquanto outra parte seria leiloada para novas empresas. Essa proposta visa criar um ambiente mais competitivo e inovador no setor.
Caram destacou a viabilidade técnica de utilizar três blocos de 10 MHz na faixa de 850 MHz, o que permitiria a prestação de serviços 5G em áreas com raio superior a 30 km. Essa nova configuração pode otimizar a utilização do espectro e trazer melhorias significativas nos serviços.
Preocupações das Operadoras
No entanto, as operadoras expressaram preocupações sobre a proposta. Oscar Petersen, da Claro, ressaltou que a faixa é fundamental para a infraestrutura das empresas e que mudanças na configuração poderiam exigir a reestruturação das redes existentes, afetando serviços 2G e 3G. Além disso, Carlos Eduardo Franco, da TIM, enfatizou que milhões de usuários ainda dependem de tecnologias mais antigas, que não podem ser desconsideradas.
Por fim, especialistas como Larissa Jales, da GSMA, defenderam a necessidade de políticas de espectro que não onere as operadoras, especialmente considerando o crescimento constante da demanda por tráfego móvel. O debate sobre a renovação da faixa de 850 MHz continua, com a expectativa de que uma solução consensual seja alcançada em breve.