A quarta-feira, dia 17, promete ser decisiva para os mercados, com as reuniões do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve dos Estados Unidos em foco. As expectativas giram em torno da definição das taxas de juros, com a possibilidade de cortes no Brasil e a manutenção nos EUA.
Expectativas para o Brasil
Os analistas acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Brasil deve optar por um corte de 25 pontos base na taxa Selic, seguindo a tendência de redução da taxa que começou em março. Essa decisão é vista como parte do esforço para ajustar a política monetária do país.
Decisão do Federal Reserve
Nos Estados Unidos, as projeções indicam que o Federal Reserve, sob a liderança de Kevin Warsh, deve manter as taxas de juros inalteradas, na faixa de 3,5% a 3,75%. A atenção do mercado estará voltada para o comunicado e o discurso de Warsh, que podem sinalizar as próximas movimentações em relação aos juros.
Movimentações no mercado
Antes do anúncio do Copom, as gestoras de investimentos estão se afastando do que chamam de 'kit Brasil' e migrando para o dólar. Um levantamento mostrou que 80% dos fundos estão apostando na moeda americana, enquanto a expectativa de um corte de 0,25% na Selic permanece, mas a confiança a longo prazo está diminuindo.
Indicadores econômicos importantes
Além das decisões de juros, o dia também contará com a divulgação de indicadores econômicos relevantes. No Brasil, serão apresentados dados como o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) e o fluxo cambial. Nos EUA, será a vez das vendas do varejo e dos estoques empresariais, entre outros dados importantes.
Inflação na Zona do Euro
Para completar, a Zona do Euro divulgará hoje os dados finais da inflação de maio. Espera-se um aumento de 0,1% na comparação mensal e uma alta acumulada de 3,2% em 12 meses. O mercado estará atento a esses números, que podem influenciar as decisões de política monetária na região.
