O grupo colombiano Daabon concluiu a aquisição da Agropalma e agora controla integralmente suas operações no Pará. O valor da transação não foi divulgado, mas a mudança marca a entrada da Daabon no mercado brasileiro, com grandes expectativas de crescimento no setor de óleo de palma.
Manutenção da Marca e Novas Estruturas
A Agropalma continuará operando sob sua marca tradicional, enquanto a refinaria localizada em Limeira, São Paulo, que não foi incluída na transação, será gerida como Indústrias Xhara, sob a supervisão do grupo APAR Holdings.
Expectativas Econômicas para o Pará
Com a nova gestão, a Daabon prevê impactos positivos na economia paraense. A empresa anunciou planos de investimento no estado, além de fortalecer parcerias com a comunidade local e aumentar a produtividade dos palmeirais, envolvendo diretamente fornecedores e a cadeia produtiva do óleo de palma.
Experiência e Portfólio Global
De acordo com a Daabon, a companhia chega ao Brasil com um portfólio diversificado e pretende utilizar sua expertise em agricultura, industrialização e logística para aumentar sua presença e competitividade no mercado.
Visão do CEO e Diretores
Giancarlo Dávila, CEO da Agropalma, ressaltou que a integração com o grupo colombiano deve impulsionar o desenvolvimento do óleo de palma no Brasil, proporcionando maior estabilidade ao negócio. André Gasparini, diretor comercial, enfatizou que a transação preserva um legado de operação verticalizada, focando na continuidade e na competitividade.
Compromissos Socioambientais
Em um cenário onde o setor de óleo de palma busca crescimento econômico aliado a práticas sustentáveis, a Daabon se compromete a operar com certificações como Regenerative Organic Certified, Fair Trade e RSPO. A empresa também adota posturas de desmatamento zero e garantias de rastreabilidade total desde a plantação.
No Pará, a Agropalma já conta com uma robusta estrutura, empregando cerca de 5 mil trabalhadores e colaborando com mais de 300 agricultores familiares. O estado é responsável por aproximadamente 85% da produção de óleo de palma no Brasil, consolidando-se como o maior produtor nacional.
