No dia 25 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o envio de ajuda humanitária à Bolívia, que enfrenta uma onda de protestos e bloqueios de estradas contra o governo de Rodrigo Paz. Esses protestos, que já se arrastam por quase um mês, são organizados por setores da Central Operária Boliviana, além de grupos camponeses e apoiadores do ex-presidente Evo Morales.

Os bloqueios têm causado uma grave crise de desabastecimento no país, afetando a oferta de alimentos, combustíveis e medicamentos. A situação tornou-se alarmante, especialmente na capital, La Paz, onde os efeitos já são sentidos com intensidade.

A decisão do Brasil em fornecer ajuda humanitária ocorreu após um contato telefônico entre Lula e Rodrigo Paz, onde o presidente brasileiro expressou sua solidariedade ao povo boliviano e enfatizou a importância do respeito às instituições democráticas. Detalhes sobre a natureza da ajuda ainda não foram divulgados pelo governo brasileiro.

A crise começou em abril, após Paz anunciar uma reforma agrária que visava transformar pequenas propriedades rurais em médias. Essa proposta foi mal recebida por grupos camponeses, que temem a venda de terras para grandes proprietários. A situação se agravou com o aumento dos preços dos combustíveis, após a retirada de subsídios que antes eram oferecidos pelo governo de Morales.