GENEBRA, 29 Mai (Reuters) – A situação no Líbano se torna alarmante, com a ONU reportando que, em média, 11 crianças foram mortas ou feridas a cada 24 horas na última semana. Essa estatística foi divulgada pela agência para a infância da ONU, o Unicef, em meio à intensificação dos ataques israelenses, mesmo após a declaração de um cessar-fogo.
Aumento de ataques israelenses
Nos últimos dias, a escalada da violência se intensificou, com pesados bombardeios israelenses atingindo cidades e vilarejos no sul do Líbano, especialmente em um ataque que ocorreu entre quarta e quinta-feira. Um prédio em um subúrbio de Beirute também foi atingido durante esses confrontos.
Números preocupantes
De acordo com o Unicef, no total, 77 crianças foram mortas ou feridas nos últimos sete dias. Desde o início do cessar-fogo, que começou em 16 de abril, o número de crianças afetadas chega a 55 mortes e 212 feridos, segundo dados do Ministério da Saúde Pública do Líbano.
Pedido de proteção às crianças
Ricardo Pires, porta-voz do Unicef, fez um apelo para que todas as partes envolvidas respeitem o cessar-fogo, destacando que, segundo a lei humanitária internacional, é essencial que crianças e a infraestrutura civil sejam protegidas durante os conflitos.
Impacto na saúde pública
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também expressou preocupações severas sobre a saúde da população libanesa em face da expansão das atividades militares. A OMS relatou que, desde a implementação do cessar-fogo, ocorreram 27 ataques a instalações de saúde, resultando em 25 mortes e 42 feridos. Além disso, 16 hospitais e 13 centros de saúde primária foram danificados durante esses ataques.
Contexto do conflito
O cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos, foi estabelecido com o intuito de interromper os combates que se iniciaram em 2 de março entre as forças israelenses e o Hezbollah, que conta com o apoio do Irã. Entretanto, a continuidade dos ataques levanta questões sobre a eficácia e o respeito a esse acordo.
