Durante a criação do "Comitê contra a compra, venda e sequestro de votos", a presidente do Instituto de Fiscalização e Controle (IFC), Jovita José Rosa, declarou que a corrupção eleitoral é uma das principais fontes de outros crimes. Ela enfatizou a urgência de combater essa prática desde o processo eleitoral.
Importância do Combate à Corrupção
Jovita Rosa, que é auditora de carreira do SUS, afirmou que a corrupção deve ser tratada como uma questão de saúde pública. Em suas palavras, "combater a corrupção a partir do processo eleitoral é essencial para prevenir futuras atividades ilícitas".
Na ocasião, ela comparou a corrupção a um câncer. "Quando detectamos um câncer em estágio inicial, as chances de cura são altíssimas. O mesmo se aplica à corrupção; identificando suas raízes, podemos erradicar essa doença social", afirmou Jovita.
Histórico e Formação
Contadora de formação, Jovita Rosa participou da elaboração da Lei da Ficha Limpa e trabalhou no Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus). Ela também ocupou o cargo de diretora de Integridade no Ministério da Saúde.
O lançamento do comitê do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral ocorreu na sexta-feira, 28 de maio, às 16h, no Auditório Azul da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas da Universidade de Brasília (UnB).
Mobilização Social
De acordo com o comunicado do grupo, a intenção é mobilizar a sociedade contra práticas que comprometem a vontade do povo nas eleições. A iniciativa surge em um contexto de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que tenta enfraquecer a Lei da Ficha Limpa.
O comitê visa educar e engajar a população para que possam atuar ativamente no combate à corrupção eleitoral, promovendo um ambiente mais justo e transparente nas eleições brasileiras.
