O consumo nas residências brasileiras teve um aumento significativo de 3,17% em abril de 2026, quando comparado ao mesmo mês do ano passado, conforme dados revelados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Essa elevação é um sinal positivo para o cenário econômico do país.
Comparação Mensal e Acumulada
Além do crescimento anual, o consumo também apresentou um avanço de 1,48% em relação ao mês anterior. No acumulado dos primeiros quatro meses do ano, o aumento foi de 2,18%, o que demonstra uma continuidade na recuperação do consumo das famílias brasileiras.
Cesta Abrasmercado
A Cesta Abrasmercado, que engloba 35 itens de consumo comum, como alimentos e produtos de higiene, teve uma alta de 1,98% em abril, totalizando um custo médio de R$ 836,80. Nos primeiros quatro meses de 2026, o preço dessa cesta subiu 4,55%.
Variações de Preços
No que diz respeito aos produtos, as carnes bovinas continuam a ser um dos principais responsáveis pela pressão nos preços. O corte dianteiro teve um aumento de 2,62% e o traseiro de 1,53% em abril. Em contrapartida, o frango congelado teve uma variação menor, com alta de apenas 0,56% no mês.
Produtos Básicos em Alta
Além das carnes, outros itens básicos como leite longa vida, que subiu 13,66%, e feijão, com alta de 3,47%, também apresentaram aumentos significativos. O arroz e o óleo de soja também registraram elevações, refletindo o cenário inflacionário.
Análise Regional
De acordo com a análise regional da Abras, a região Norte apresentou a maior alta nos preços, com um aumento de 3,54%, resultando em um custo médio de R$ 922,44. O Sudeste e o Sul seguiram na sequência, com altas de 2,12% e 2,11%, respectivamente. O Centro-Oeste e o Nordeste também registraram aumentos, mas em percentuais menores.
Expectativas da Abras
Marcio Milan, vice-presidente da Abras, afirmou que o crescimento do consumo familiar é um reflexo de estímulos econômicos, como ajustes no salário mínimo e programas de transferência de renda. No entanto, ele ressalta que esse crescimento está ocorrendo de forma gradual, com parte dos recursos sendo direcionados para despesas financeiras e manutenção do poder de compra das famílias.
