Presenciar alguém em um surto psicótico pode ser uma experiência angustiante. É essencial saber como reagir para garantir a segurança da pessoa e das pessoas ao redor. Um surto psicótico é uma condição caracterizada pela perda temporária de contato com a realidade, que pode incluir sintomas como alucinações e delírios.

Identificando os sinais de um surto psicótico

Reconhecer os sinais de um surto psicótico é crucial. Embora cada situação seja única, alguns sintomas são comuns e podem indicar a necessidade de ajuda. Preste atenção a comportamentos como:

  • Fala confusa e desconexa, com mudanças abruptas de assunto.
  • Relato de alucinações, como ouvir vozes ou ver coisas que não estão lá.
  • Delírios, como crenças infundadas de perseguição ou poderes especiais.
  • Comportamento agitado ou catatônico, que pode ser agressivo ou completamente imóvel.
  • Desconfiança extrema e medo de ameaças ao seu redor.

Como oferecer ajuda de forma segura

A segurança deve ser a prioridade ao ajudar alguém em crise. Nunca confronte a pessoa, e se possível, remova objetos que possam ser perigosos. Mantenha uma distância tranquila e fale de forma calmo, usando um tom de voz suave e frases simples. Evite perguntas complicadas e não questione as crenças delirantes da pessoa, pois isso pode aumentar a agitação.

Acionar ajuda profissional é fundamental. Contate o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo número 192 ou a Polícia Militar pelo 190. Ao ligar, informe claramente a situação e a localização, destacando que se trata de uma emergência de saúde mental.

Comportamentos a evitar

Algumas atitudes podem agravar a situação e colocar todos em risco. Por isso, evite:

  • Qualquer contato físico, que pode ser visto como uma ameaça.
  • Filmar ou fotografar a pessoa, o que é desrespeitoso e pode intensificar o sentimento de perseguição.
  • Discutir ou tentar convencer a pessoa sobre suas crenças, pois isso pode aumentar a hostilidade.
  • Gritar ou fazer piadas, o que só intensifica o estresse e a confusão mental.

Lembre-se de que essas orientações visam garantir a segurança de todos até a chegada de profissionais capacitados, que são os únicos autorizados a intervir e proporcionar o tratamento adequado.