A colheita do café no Sul de Minas teve um impacto positivo na geração de emprego formal em maio, com a criação de 6.140 novas vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo positivo foi resultado da diferença entre admissões e desligamentos na região.
Desempenho do Mercado de Trabalho
Até agora, em 2026, o Sul de Minas acumula mais de 16,7 mil novos postos de trabalho, refletindo um desempenho robusto no mercado formal. O crescimento foi especialmente notável em cidades com forte atividade na cafeicultura, que se destaca na economia local.
Cidades Destaques em Geração de Empregos
Entre os municípios que mais contribuíram para essa geração de empregos, Cabo Verde se destacou com a criação de 394 vagas, quase todas na agricultura, devido à colheita do café. Seguindo na lista, Três Pontas gerou 340 novas vagas, com cerca de 80% provenientes do setor agrícola, e Passos, que criou 322 vagas, sendo aproximadamente 70% ligadas à agricultura.
Perspectivas e Análises do Mercado
O economista Fernando Batista, da Universidade Federal de Alfenas (Unifal), explica que o saldo positivo é um reflexo da sazonalidade da cafeicultura, especialmente durante o período de colheita. Ele ressalta que uma análise do acumulado do ano oferece uma visão mais clara do mercado de trabalho, filtrando a sazonalidade de empregos temporários.
Desafios em Algumas Cidades
Apesar do resultado geral positivo, algumas cidades enfrentaram desafios, com demissões superando contratações. Extrema, por exemplo, teve um saldo negativo de 406 vagas, afetada pelos setores de serviços e indústria. Andradas registrou -118 vagas, e Pouso Alegre -86, também impactadas por demissões em serviços e indústria.
Acumulado do Ano e Cenário Nacional
Mesmo com os desafios em maio, cidades como Extrema e Pouso Alegre permanecem entre as que mais geraram empregos em 2026, com mais de 1.700 e 1.500 novas vagas, respectivamente. Fernando Batista observa que o cenário nacional também está aquecido, com uma taxa de desemprego historicamente baixa. O crescimento do emprego formal não beneficia apenas os trabalhadores, mas também estimula o consumo e movimenta a economia como um todo.
