A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou preocupação em relação à proposta do governo dos Estados Unidos de implementar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A informação foi divulgada em comunicado nesta terça-feira (2), sinalizando um alerta para a indústria nacional.
Preocupação com a relação comercial
A CNI destacou a importância do fortalecimento do diálogo entre Brasil e Estados Unidos para evitar danos econômicos. A entidade argumenta que a possível adoção dessa tarifa pode impactar negativamente cadeias produtivas que estão integradas entre os dois países, além de comprometer uma relação comercial que foi construída ao longo de várias décadas.
Impactos na indústria
Segundo a CNI, a parceria econômica entre Brasil e EUA é considerada estratégica e traz benefícios tanto para as empresas quanto para os consumidores de ambas as nações. A imposição de novas tarifas, conforme a entidade, pode resultar em efeitos adversos não apenas para a indústria brasileira, mas também para as empresas norte-americanas.
Dados sobre exportações
Informações levantadas pela CNI revelam que, em 2025, as exportações brasileiras de bens da indústria de transformação para os EUA apresentaram uma queda. O total das vendas do setor foi de US$ 30,2 bilhões, o que representa uma redução de 4,2% em relação ao ano anterior.
Entre os 15 principais setores exportadores, nove tiveram diminuição nas vendas para o mercado norte-americano, sendo que as maiores quedas foram registradas nos segmentos de produtos de metal (31,6%), madeira (20%), celulose e papel (19,9%) e veículos automotores (17,6%).
Próximos passos e diálogo continuado
A CNI acredita que a aplicação de tarifas adicionais pode agravar as dificuldades enfrentadas por esses setores, reduzindo ainda mais a competitividade dos produtos brasileiros nos EUA. O USTR programou uma audiência pública para o dia 6 de julho, onde o tema será debatido e contribuições de empresas e entidades serão recebidas.
A entidade vê essa consulta pública como uma oportunidade para apresentar dados técnicos e argumentos que sustentem a continuidade do fluxo comercial entre os dois países. A CNI seguirá monitorando a situação e atuando em conjunto com autoridades brasileiras e representantes do setor produtivo, visando buscar soluções que preservem a parceria econômica bilateral e evitem medidas prejudiciais a investimentos e empregos.
