Cientistas de instituições como a Universidade Tufts e o Imperial College London desenvolveram um novo supermaterial a partir da seda natural, que se mostrou mais forte que o osso humano. Esta inovação pode ter um impacto significativo em diversas áreas, como medicina e eletrônica.

O grande diferencial do novo método é que ele não utiliza produtos químicos complexos ou processos que demandam muita energia. Em vez disso, as fibras de seda são fundidas através de calor e pressão, mantendo a força original do material. Os pesquisadores destacam que este processo evita a dissolução das fibras, que costuma enfraquecer o produto final.

Propriedades e aplicações do novo material

A seda transformada apresenta uma estrutura interna em camadas, semelhante à madeira, o que proporciona uma resistência impressionante. Estudos indicam que esse supermaterial não só supera a resistência do osso, mas também de alguns dos plásticos e compósitos mais fortes disponíveis no mercado.

Além de suas propriedades mecânicas, a seda fundida mostrou um comportamento óptico interessante, sendo capaz de polarizar radiação terahertz. Essa característica pode ser explorada em futuros sistemas de comunicação sem fio, como a tecnologia 6G, que promete velocidades de transmissão de dados muito superiores às redes atuais.