O vôlei brasileiro, que revelou grandes talentos desde Isabel Salgado, enfrenta um desafio significativo: a permanência de atletas em clubes nacionais. Radamés Lattari, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), destacou que a atratividade de contratos em euros e dólares em ligas como a turca e italiana tem levado muitos jogadores a optar por atuar no exterior.
Investindo na Superliga
Durante a cerimônia do prêmio Isabel Salgado, Lattari mencionou que a CBV está em busca de novos investidores para fortalecer a Superliga nos próximos anos. Ele se reunirá com representantes dos clubes para discutir melhorias e estratégias para a edição 2025/2026 do torneio.
Recentemente, a Superliga perdeu jogadores importantes, como Júlia Kudiess, que se transferiu para um clube na Europa. Lattari enfatizou que esses atletas estão evoluindo e adquirindo experiência internacional, porém, a questão financeira é um fator determinante para suas escolhas.
Desafios financeiros
O presidente ressaltou que, com a valorização do euro e do dólar, propostas feitas em moeda estrangeira se tornam financeiramente inviáveis para competir com as ofertas internacionais. "Um valor razoável em euro ou dólar é uma quantia significativa para nós", afirmou Lattari.
Com a intenção de melhorar a Superliga, a CBV planeja implementar um projeto que atraia investidores, com o objetivo de aprimorar as estruturas dos clubes e ginásios, além de reforçar os elencos. A última edição da liga contou com 24 times e atletas de 17 países, mostrando a diversidade e potencial da competição.
Foco na base e competições internacionais
A CBV também está atenta ao desenvolvimento da base, com iniciativas como o mapeamento de atletas a partir de 14 anos e uma parceria com a cidade de Metz, na França, que oferece infraestrutura para treinamentos e amistosos internacionais.
As seleções masculina e feminina do Brasil se preparam para a Liga das Nações, que começará em breve. Lattari vê essa competição como uma oportunidade crucial para os treinadores avaliarem suas equipes e se prepararem para o pré-olímpico sul-americano, que poderá garantir vagas para as Olimpíadas de Los Angeles em 2028.
Expectativas para o futuro
Sobre as expectativas para os Jogos Olímpicos, Lattari afirma que o Brasil está em busca de medalhas, mas reconhece o aumento da competitividade global. "O equilíbrio entre as seleções tem crescido, e o Brasil continuará sendo um forte concorrente", concluiu.
