O Brasil celebrou um importante marco em seu desenvolvimento humano ao atingir, em 2024, um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805. Este resultado coloca o país no grupo dos que possuem um desenvolvimento humano considerado muito alto, conforme anunciado em um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
O que é o IDHM?
O IDHM é um indicador que avalia a qualidade de vida nos municípios brasileiros, levando em conta três fatores principais: educação, saúde e renda. Os municípios são classificados em cinco categorias, variando de muito baixo (0,000 a 0,499) a muito alto (0,800 a 1,000).
A evolução do Brasil nos últimos anos
De acordo com o relatório, o Brasil apresentou um crescimento contínuo no seu IDHM, que passou de 0,744 em 2012 para 0,805 em 2024. Apesar de uma queda nos índices em 2020 e 2021 devido à pandemia de Covid-19, o país conseguiu se recuperar e alcançar esse novo patamar.
Desigualdade social ainda é um desafio
Embora o avanço no IDHM seja significativo, o relatório revela que o Brasil ainda enfrenta desafios relacionados à desigualdade social. Quando analisado o IDHM ajustado à desigualdade (IDHMAD), o país retorna a um nível médio de desenvolvimento, com 0,641.
Disparidades de gênero e raça
As desigualdades se manifestam também entre gêneros e raças. Em 2024, o IDHM dos homens chegou a 0,802, enquanto o das mulheres ficou em 0,798. No que diz respeito à raça, os brancos apresentaram IDHM de 0,851, enquanto os negros alcançaram 0,774, evidenciando uma disparidade significativa entre esses grupos.
Diferenças entre estados brasileiros
O relatório também destaca as variações significativas entre as unidades da Federação. O Distrito Federal possui o maior IDHM do Brasil, com expectativa de vida de 79,75 anos e 83,38% da população adulta com ensino fundamental completo. Em contraste, o Amapá e a Paraíba apresentam os menores índices, refletindo uma desigualdade marcante na qualidade de vida entre os estados.
