O Ministério do Trabalho e Emprego anunciou, nesta quinta-feira (28), que o Brasil gerou 85,8 mil novos empregos formais no mês de abril. Esse resultado, obtido por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foi resultado de 2.268.655 admissões contra 2.182.767 demissões.

Setores em Destaque

O setor de serviços foi o grande responsável pela criação de novos postos, com a adição de 69.601 vagas. As áreas de saúde, transporte e atividades administrativas foram as que mais contribuíram para essa expansão. Em contrapartida, a construção civil também teve um desempenho positivo, com a criação de 23.525 empregos, especialmente na construção de edifícios.

A indústria, embora com números menores, abriu 9.256 novas vagas, impulsionada pela fabricação de produtos de carne e álcool. No entanto, o comércio enfrentou um saldo negativo de 8.114 postos devido à queda nas vendas do varejo, enquanto a agropecuária perdeu 8.378 empregos, reflexo da desmobilização do cultivo de soja.

Divisão por Gênero

Em relação à distribuição de vagas por gênero, as mulheres se destacaram com a criação de 49.857 oportunidades, superando os 36.031 postos abertos para homens. Esse dado evidencia um avanço na inclusão feminina no mercado de trabalho formal.

Desempenho Regional

No âmbito regional, o mercado de trabalho cresceu em 24 estados. São Paulo foi o líder, com a abertura de 20.202 novas vagas. O Rio de Janeiro ficou em segundo lugar, registrando 11.741 postos, enquanto Minas Gerais acompanhou com 8.991 novas oportunidades. Por outro lado, Alagoas apresentou o pior desempenho, com uma perda de 1.505 postos.

Salário Médio

O salário médio real de admissão atingiu R$ 2.386,65 em abril, marcando um aumento de R$ 16,68 em comparação ao mês anterior. Quando comparado ao mesmo mês do ano passado, houve uma elevação de R$ 42,21 na remuneração do trabalhador. Para contratações típicas, a média foi de R$ 2.429,79, enquanto para os contratos em regime não típico, a média ficou em R$ 2.047,86, representando uma diferença de 14,2% em relação ao valor global.