O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) esteve em Belo Horizonte nos dias 23 e 24 de junho para dar início à avaliação dos estudos das Linhas 3 e 4 do Metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A missão técnica marca o começo da análise in loco de dois projetos considerados estratégicos para a mobilidade urbana na capital mineira e nos municípios vizinhos.
A etapa integra o Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o BID, a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) e a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge). Durante a passagem pela capital, a consultoria técnica realizou um pré-diagnóstico nos locais previstos para a implantação das linhas, validou informações e estudos já produzidos e identificou possíveis ajustes de infraestrutura necessários para atualizar os projetos.
O grupo também conduziu entrevistas com representantes das prefeituras de Betim, Contagem, Nova Lima e Belo Horizonte, além de integrantes do Governo de Minas. Os resultados desse trabalho de campo vão embasar a futura contratação do estudo de concessão dos novos trechos metroferroviários, que pretendem oferecer mais conforto, segurança e agilidade aos usuários do transporte público.
Visita ao Viaduto Beatriz e integração metropolitana
Em visita ao Viaduto Beatriz, em Contagem, o subsecretário de Concessões e Parcerias da Seinfra, Vitor Costa, ressaltou a relevância do trecho para a expansão do transporte sobre trilhos na RMBH. "O principal objetivo desta visita é conhecer a localização da linha férrea e das futuras estações do metrô e do VLT, que vão ampliar a integração entre Belo Horizonte e os municípios da Região Metropolitana. Essa ferrovia poderá ser o corredor que chamamos de Linha 4, uma continuação da Linha 1, ligando Contagem ao centro de Betim", afirmou.
Para o gerente de Planejamento, Pesquisa e Inovação da Codemge, Leandro Rodrigues e Silva, a inspeção presencial contribui para refinar o traçado em desenvolvimento. "Isso nos ajuda a esclarecer dúvidas operacionais e a avaliar as possibilidades de integração entre os diferentes modais de transporte", destacou.
Como serão as Linhas 3 e 4
A Linha 3 prevê 4,23 quilômetros de extensão e seis estações, conectando a Savassi à Lagoinha. O investimento estimado é de R$ 4,8 bilhões, com capacidade projetada para atender cerca de 93 mil passageiros por dia até 2035. O projeto contempla ainda expansões futuras para os bairros Sion, Morro do Papagaio, Belvedere, Caiçara e para a Avenida Pedro II.
Já a Linha 4 terá 22,6 quilômetros e ligará Contagem ao Terminal Betim, integrando Trem Metropolitano e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Serão 18 estações e um terminal ao longo do percurso, com investimento previsto de R$ 4,5 bilhões e demanda estimada de até 28 mil passageiros na hora de pico em 2045.
Impacto econômico e detalhes da parceria
No campo socioeconômico, a estimativa é de geração de aproximadamente 200 mil empregos nas áreas de influência das duas linhas, o que deve impulsionar a economia local e ampliar as oportunidades de trabalho na região.
O Acordo de Cooperação Técnica foi oficializado em 9 de março deste ano, durante reunião do Grupo Técnico de Mobilidade da RMBH. A parceria assegura um aporte de R$ 500 mil destinado à contratação de consultores especializados, responsáveis por avaliar e consolidar os estudos técnicos existentes, aperfeiçoar os projetos, definir tecnologias e métodos construtivos e elaborar o Termo de Referência completo das linhas.
