Em um movimento estratégico e silencioso, nasceu este ano a Aldak, um importante integrador nacional de redes celulares privativas (RCPs). A empresa é resultado da fusão de três grandes nomes do setor: Alcon, Kofre e TRC Engenharia, que se uniram sob a liderança do fundo de private equity D1 Capital.
Crescimento e Planos Futuros
Matheus Silva, managing director da Aldak, comentou em entrevista que a empresa está focada em crescer tanto organicamente quanto por meio de aquisições. "Temos funding para avançar nas duas frentes", afirmou. A Aldak já opera com 15 RCPs 4G, principalmente nos setores de mineração e petróleo, e está prestes a executar um dos maiores projetos do Brasil: a rede 4G da Cemig, estimada em R$ 96 milhões. A expectativa é de fechar pelo menos mais quatro contratos até o final do ano.
Transformação de Voz para Dados
A estratégia de D1 Capital na criação da Aldak envolveu a aquisição de empresas com expertise em soluções de comunicação para operações de missão crítica, que até então estavam limitadas a serviços de voz. Alcon e Kofre, com décadas de experiência, foram pressionadas por seus clientes a migrar para soluções de dados. A TRC Engenharia se destaca em serviços de comunicação para o setor de papel e celulose.
Integração e Oportunidades
As três empresas começaram a transição de voz para dados impulsionadas pela demanda de seus clientes. A entrega de serviços para missão crítica é distinta das redes públicas, e a Aldak busca integrar novas tecnologias para atender essa necessidade. O fundo D1 Capital adquiriu a Alcon em janeiro de 2024, a Kofre em abril de 2025 e a TRC Engenharia em maio deste ano, formando uma base sólida de clientes nas principais mineradoras e empresas de petróleo do Brasil.
Modelo de Negócio e Operação
A maioria dos contratos da Aldak é turnkey, permitindo que a empresa entregue redes completas e as opere durante a vigência do contrato. A flexibilidade é uma característica chave, adaptando-se às preferências do setor elétrico, como no caso da RCP da Cemig. A companhia também monta centros de operação de rede e de serviços para monitoramento constante da infraestrutura.
Concorrência e Diferenciais
Sobre a concorrência com as operadoras de redes públicas, Silva destacou que as redes de missão crítica têm requisitos diferentes das redes convencionais. "Oferecemos não apenas segurança, mas uma segregação total do ambiente público, com uma disponibilidade muito superior ao que as operadoras conseguem fornecer em suas redes". A Aldak está posicionada para se tornar uma referência no fornecimento de soluções robustas e confiáveis para setores críticos no Brasil.
