Na última semana, a União Europeia tomou a decisão de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal, incluindo carnes, para o bloco. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) anunciou nesta segunda-feira (8) que o governo federal está empenhado em reverter essa medida.
Compromisso do governo
Alckmin declarou que o objetivo é reintegrar o Brasil na lista de exportação para todas as categorias de carne, incluindo frango, porco e bovinos. Durante um evento do agronegócio na Bahia, ele afirmou: “O trabalho será feito para retirar esse embargo”.
Decisão oficial da UE
A medida da Comissão Europeia foi oficializada na última sexta-feira (5) e estipula que a exclusão do Brasil da lista de países habilitados para exportação de produtos de origem animal entrará em vigor em 3 de setembro de 2026. A comissão argumentou que o Brasil não forneceu informações suficientes para garantir o cumprimento das exigências sanitárias exigidas pelas normas europeias.
Impactos da exclusão
A exclusão do Brasil pode afetar não apenas a carne bovina, mas também a carne de frango, carne equina, pescado, mel e tripas, entre outros produtos. Essa situação gera preocupação entre os produtores do setor.
Possíveis perdas financeiras
Conforme apurado pelo Metrópoles, caso a decisão não seja revertida, os prejuízos para os produtores brasileiros podem alcançar a cifra de US$ 2 bilhões. A União Europeia é, atualmente, o segundo maior mercado para as carnes brasileiras, ficando atrás apenas da China.
Próximos passos
O governo brasileiro está adotando medidas para apresentar novas informações à Comissão Europeia, com a esperança de que a decisão seja reconsiderada e, assim, resgatar a posição do Brasil como fornecedor de produtos de origem animal para a Europa.
