Yeda Prates Bernis, reconhecida como uma das mais delicadas vozes da poesia mineira, completa 100 anos em 2026. Nascida em Belo Horizonte e graduada em Letras Neolatinas pela PUC Minas, Yeda foi eleita para a Academia Mineira de Letras em 2007, onde ocupa a cadeira número 6.

Obra Poética

A trajetória literária de Yeda é marcada por uma produção rica e diversificada, que inclui obras como "Entre o rosa e o azul" (1967), "Enquanto é noite" (1974) e "Cercanias" (2016). Seus livros, sempre com edições caprichadas, oferecem ao leitor "pequenos pedaços de beleza" que refletem sua sensibilidade poética.

Reconhecimento e Impacto

O livro "Cantata", considerado a nona sinfonia de sua carreira, traz uma crítica admirável de sua obra, com contribuições de poetas como Carlos Drummond de Andrade e Manoel de Barros. Este trabalho destaca o talento de Yeda para criar imagens que evocam profundas emoções e reflexões.

Depoimentos de Admiradores

Diversos poetas e críticos expressaram sua admiração por Yeda. Maria Esther Maciel ressalta sua "linguagem cristalina" que toca a sensibilidade do leitor. Já Luciana Pimenta destaca como a obra de Yeda ensina a apreciar os pequenos detalhes da vida.

Uma Poeta do Cotidiano

Yeda é descrita como uma poeta que transforma vivências em versos que falam sobre a beleza do cotidiano. Jacyntho Lins Brandão elogia sua capacidade de educar o olhar do leitor, enquanto Rogério Faria Tavares menciona sua atenção às sutilezas da vida, refletindo em sua poesia a beleza e a fragilidade do existir.

Legado e Continuidade

Com a marca de um século de vida, Yeda Prates Bernis não apenas celebra sua trajetória, mas também inspira novas gerações de poetas e leitores. Sua obra se mantém relevante, desafiando a todos a ver beleza nas pequenas coisas e a valorizar a poesia como um portal para emoções e reflexões profundas.