A Visa está expandindo suas operações no Brasil com a criação da Visa Conecta, uma nova empresa que se dedica a explorar alternativas de pagamento digital, além dos tradicionais cartões de crédito e débito. A primeira oferta dessa iniciativa é uma solução de Pix baseada em biometria.
Objetivo da Visa Conecta
Segundo Leonardo Enrique, diretor executivo da Visa Conecta, a empresa está se posicionando como uma referência em tecnologia de movimentação financeira. "Embora os cartões sejam uma forma eficaz de transferir dinheiro, não são a única opção. A Visa precisa acompanhar as inovações no setor de pagamentos", afirma.
Funcionamento do Pix por biometria
A solução de Pix por biometria pode ser facilmente integrada em diversas plataformas digitais, como e-commerces e carteiras digitais, permitindo uma experiência mais fluida para os usuários. A autenticação é feita através da biometria do dispositivo, utilizando leitura de digitais ou reconhecimento facial, em combinação com os rigorosos procedimentos de segurança da Visa, como a tokenização.
Autorização e regulamentação
É importante frisar que a Visa Conecta possui autorização do Banco Central para operar como uma instituição de pagamento, oferecendo o Pix por biometria como uma iniciadora de pagamentos no âmbito do Open Finance.
Experiência do usuário
Quando o usuário opta por realizar um pagamento pela primeira vez com a Visa Conecta, ele deve vincular sua biometria a uma conta bancária. Esse processo requer que o usuário seja redirecionado para o aplicativo do banco onde a conta está registrada para validar a vinculação.
Facilidade nas transações
Após a configuração inicial, o consumidor pode realizar pagamentos em qualquer e-commerce ou carteira digital que suporte a solução, sem a necessidade de abrir o aplicativo do banco. A autenticação é feita apenas através da biometria do dispositivo.
Tarifas e parcerias
A Visa estabelece uma tarifa fixa por transação aos estabelecimentos que utilizam a solução, independentemente do valor transferido, com a variação de preços dependendo das negociações individuais com cada parceiro. O primeiro caso público dessa tecnologia em ação é o VaideBus, um serviço de recarga digital para transporte público, com outros acordos em andamento com diversos interessados, incluindo gateways de pagamento.
