A Universidade de São Paulo (USP) lançou o projeto Nossos Genes, que oferecerá triagem genética gratuita para até 5 mil casais que desejam ter filhos nos próximos anos. O objetivo da iniciativa é identificar variações no DNA que possam aumentar o risco de doenças genéticas recessivas em futuras crianças, além de gerar dados relevantes para políticas públicas de saúde.
Como funcionará a triagem
Os casais participantes poderão descobrir se possuem mutações relacionadas a doenças hereditárias e receberão aconselhamento genético com base nos resultados. O projeto é coordenado pelo Genoma USP, com financiamento do Ministério da Saúde e do CNPq, e inclui a realização de questionários, consultas e testes genéticos.
Critérios para participação
O programa é destinado a casais heterossexuais que pretendem ter filhos por concepção natural, residentes no Brasil, usuários do SUS, e que não tenham mais de um filho. As mulheres devem ter entre 18 e 35 anos e os homens entre 18 e 45 anos. Gestantes e casais em tratamento de fertilidade não estão elegíveis.
Processo de participação
A participação inicia com um cadastro online e o preenchimento de um questionário para verificar a elegibilidade. Casais selecionados poderão agendar consultas presenciais em cidades como São Paulo, Salvador, Vitória e Brasília, onde serão coletados amostras de sangue para os testes genéticos.
Importância da triagem genética
As triagens genéticas são essenciais para identificar riscos que, muitas vezes, só são descobertos após o nascimento de uma criança afetada. Embora a maioria das pessoas carregue variações genéticas, o risco aumenta quando ambos os pais possuem mutações no mesmo gene. O projeto visa democratizar o acesso à informação sobre saúde reprodutiva e planejamento familiar.
Resultados e acompanhamento
Após as análises, os resultados serão discutidos em consultas virtuais, onde geneticistas explicarão as implicações para futuras gestações. O projeto também prevê o acompanhamento dos casais ao longo dos anos para entender como as informações genéticas influenciam suas decisões reprodutivas e os impactos para o sistema de saúde.
