Um projeto inovador da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) está mostrando como a reciclagem pode se beneficiar da tecnologia moderna. Pesquisadores e estudantes da universidade estão desenvolvendo um processo que transforma garrafas PET em filamentos para impressoras 3D, contribuindo para a redução de resíduos plásticos.
Cursos gratuitos para a comunidade
A Ueap está oferecendo cursos gratuitos nas escolas estaduais, com o objetivo de ensinar os alunos e a comunidade a transformar garrafas PET em material para impressão 3D. Essa iniciativa não apenas promove a reciclagem, mas também introduz novas tecnologias no ambiente educacional.
Os objetos que podem ser produzidos variam desde peças de engenharia a utensílios domésticos e brinquedos. Segundo o professor Felipe Tavares, que lidera o projeto, a união entre sustentabilidade e inovação é fundamental: “Reciclar é uma necessidade diante dos desafios ambientais atuais”, afirma.
Acessibilidade da tecnologia
Felipe Tavares destaca que as impressoras 3D estão se tornando cada vez mais acessíveis, com preços comparáveis aos de impressoras comuns. Ele ressalta que isso permite que qualquer pessoa, mesmo sem altos investimentos, possa adquirir uma impressora e começar a produzir objetos em casa.
“A ideia é mostrar que a reciclagem pode ser feita por todos, não apenas por grandes empresas”, complementa o professor. Essa abordagem visa democratizar o acesso à tecnologia e fomentar a criatividade na resolução de problemas ambientais.
Processo de produção dos filamentos
O processo de transformação das garrafas PET em filamentos envolve várias etapas. Primeiro, as garrafas são coletadas e higienizadas para garantir a qualidade do material. Após a limpeza, são cortadas em tiras finas que serão aquecidas e derretidas.
O plástico é aquecido a temperaturas entre 240 e 250 graus, derretendo e moldando-se em fios contínuos. Esses filamentos são essenciais para a impressão 3D e devem ter a espessura correta para funcionar adequadamente nas impressoras. Uma vez prontos, os filamentos permitem a criação de uma variedade de objetos, desde suportes de celular até componentes para robótica.
Expansão do projeto nas escolas
Em 2025, a Ueap já havia realizado três mini cursos voltados para a comunidade, ensinando a transformação de garrafas PET. Recentemente, o projeto foi expandido para alcançar escolas, como no caso do Colégio Amapaense.
“Queremos que os alunos vejam na prática como a tecnologia pode ser utilizada para reciclar e criar”, destaca o professor Tavares, enfatizando a importância da educação ambiental e da inovação tecnológica na formação dos estudantes.
