A Ucrânia realizou uma ofensiva aérea, utilizando drones, visando instalações militares e de infraestrutura na Rússia. O ataque aconteceu horas antes de um fórum econômico anual promovido em Moscou, evidenciando uma tentativa de pressionar o governo russo.
Alvos atingidos
Entre os locais atingidos, uma base militar em Kronstadt, próximo a São Petersburgo, e um terminal de petróleo. Imagens divulgadas por Kiev mostram os drones em ação, causando explosões e fumaça visível no horizonte.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, destacou em suas redes sociais que todos os alvos eram estritamente militares, respondendo assim às acusações russas de que ataques ucranianos estariam atingindo áreas civis.
Reação russa
A Rússia, por sua vez, respondeu a esse ataque com uma ofensiva que resultou em 22 mortes e 138 feridos na Ucrânia, atingindo 38 locais diferentes. Este foi o terceiro grande ataque à capital Kiev em menos de um mês.
As forças de segurança ucranianas informaram que a Rússia lançou um total de 73 mísseis e 656 drones, enquanto o exército ucraniano utilizou 40 mísseis e 602 drones para repelir os ataques.
Contexto do conflito
O Ministério da Defesa russo classificou as ações ucranianas como “atos terroristas” e anunciou que suas forças armadas realizaram ataques em resposta, utilizando armamento de precisão. O Kremlin afirmou que a guerra entre os dois países evoluiu para um “novo paradigma” após os ataques ucranianos a civis russos.
Diante da situação, sistemas de defesa aérea foram ativados em Kiev, e os moradores foram orientados a procurar abrigos. Estima-se que cerca de 140 mil pessoas na capital ucraniana estejam sem energia elétrica devido aos conflitos recentes.
