No dia 30 de junho, a Toyota confirmou o encerramento definitivo das atividades de sua fábrica em Indaiatuba, São Paulo. Com quase três décadas de funcionamento, a unidade foi pioneira na produção dos primeiros carros híbridos flex do mundo e montou mais de um milhão de Corollas durante sua trajetória.
Motivos do fechamento
A decisão de fechar a unidade faz parte de uma estratégia mais ampla da Toyota, que busca concentrar sua produção em um único polo, localizado em Sorocaba. Essa mudança visa aumentar a eficiência operacional e reduzir custos logísticos, alinhando-se às metas de sustentabilidade e eletrificação da montadora japonesa.
Impactos para os funcionários
Com o fechamento da fábrica, aproximadamente 1,5 mil trabalhadores foram afetados. A Toyota negociou um acordo com o sindicato local para mitigar os impactos sociais dessa transição. Funcionários que optaram pela demissão voluntária receberam uma indenização equivalente a 45 salários.
Transferência e benefícios
Aqueles que escolheram se transferir para a nova unidade em Sorocaba terão estabilidade no emprego até 2029. Para apoiar essa mudança, a empresa ofereceu dois salários extras e um bônus de R$ 15 mil aos que não se mudaram, enquanto os que aceitaram a transferência receberam 2,4 salários como incentivo.
Futuro da Toyota no Brasil
Apesar do fechamento da unidade em Indaiatuba, a Toyota não está recuando no mercado brasileiro. A empresa anunciou um investimento de R$ 11 bilhões até 2030, com foco na expansão de Sorocaba e lançamento de novos modelos híbridos.
Expectativa de crescimento
Com a nova estrutura em Sorocaba, a Toyota já criou quase duas mil vagas diretas de emprego, e o sindicato local estima que até 8 mil novos postos de trabalho possam surgir na região nos próximos anos, evidenciando o compromisso da montadora com o mercado brasileiro.
