O ex-presidente Michel Temer manifestou seu apoio à colaboração entre o Brasil e os Estados Unidos para o combate ao crime organizado. Ele fez suas declarações durante uma coletiva à imprensa após participar do Fórum de Lisboa 2026, nesta segunda-feira (1).
A visão sobre a soberania
Temer minimizou os receios relacionados à soberania brasileira após os Estados Unidos designarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais. Segundo ele, "a soberania que interessa é a tranquilidade do brasileiro" e enfatizou que a prioridade deve ser a erradicação desses grupos criminosos.
Debate considerado inútil
O ex-presidente classificou o debate sobre a designação como "inútil" e argumentou que a discussão está sendo utilizada de forma política, especialmente em tempos eleitorais. Ele reiterou que o essencial é o combate ao crime organizado.
A natureza internacional do crime organizado
Em sua fala, Temer destacou que o crime organizado é um problema global e que a cooperação entre países é crucial para enfrentá-lo. Ele comentou que esse fenômeno se estende por diversas nações, tornando o inter-relacionamento fundamental.
Exemplo de ações anteriores
Ele também recordou uma ação realizada durante seu governo, quando o então ministro da Segurança, Alexandre de Moraes, visitou o Paraguai para fortalecer o combate ao tráfico de drogas na fronteira. Para Temer, a classificação de um grupo como terrorista ou não é secundária em relação à necessidade de enfrentamento.
Preocupações sobre o impacto econômico
Durante o mesmo painel, o ex-ministro Lewandowski destacou que a classificação americana pode trazer desafios para empresas que atuam no Brasil, incluindo a necessidade de implementar mecanismos de compliance. Contudo, Temer não abordou diretamente essa questão em suas declarações à imprensa.
