O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para investigar as relações da empresa Life Tecnologia Educacional com a ex-nora do presidente Lula, Carla Ariane Trindade. De acordo com os ministros, a denúncia não apresentou evidências concretas que sustentassem a solicitação.
Motivos do Arquivamento
A representação de Flávio Bolsonaro pedia a apuração do destino de verbas federais destinadas à Life, onde Carla Ariane atua. A denúncia mencionava investigações da Polícia Federal sobre supostos desvios no Ministério da Educação, alegando que ela seria uma lobista da empresa no ministério.
Falta de Evidências
No acórdão publicado em 26 de maio, os ministros afirmaram que o pedido do senador se baseava apenas em reportagens da mídia, sem a apresentação de documentos que pudessem individualizar os fatos ou identificar responsabilidades. O TCU rejeitou a abertura de um processo pela ausência de indícios mínimos de irregularidade.
Continuação da Investigação Policial
A decisão do TCU não impacta a investigação da Polícia Federal, que prossegue na apuração se Carla Ariane utilizou o nome de Lula para obter reuniões e liberação de verbas. Os advogados de Carla não se manifestaram sobre o arquivamento do pedido.
Nota do Ministério da Educação
O Ministério da Educação (MEC) já havia se pronunciado anteriormente, informando que não tinha ligação com a operação policial e que não faria comentários sobre o caso. A pasta também não explicou a presença de Carla em uma reunião no ministério, que ocorreu fora da agenda.
Dados Financeiros da Empresa
Entre 2021 e 2023, a empresa Life recebeu cerca de R$ 52 milhões de repasses, parte durante o governo de Jair Bolsonaro e parte sob a gestão de Lula, utilizando recursos do Fundeb. Informações indicam que Carla poderia ter continuado a receber pagamentos em 2024.
