O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8% nos três meses que se encerraram em abril. A mediana das expectativas do mercado, conforme pesquisa da Reuters, era de que a taxa se situaria em 5,9%.

Estabilidade na Subutilização e Informalidade

A taxa de subutilização da força de trabalho se manteve estável, enquanto a informalidade apresentou uma redução. O rendimento real habitual, que considera todos os trabalhos, foi registrado em R$ 3.732, mantendo-se em patamares recordes.

Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, comentou que o aumento da taxa de desocupação neste trimestre se deve, principalmente, a fatores sazonais que afetam setores como o comércio e os serviços pessoais. Esses setores, após um período de alta no final de 2025, não conseguiram manter todos os seus funcionários.

Nível de Ocupação e Comparativos

Em abril, a taxa de ocupação foi de 58,4%. No trimestre que se encerrou em março, a população ocupada, que totaliza 102,3 milhões, viu uma queda de 0,3% em relação ao trimestre anterior, com 338 mil pessoas a menos. Contudo, houve um aumento de 1,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior, o que representa 1,07 milhão de pessoas a mais no mercado de trabalho.

Apesar da perda de ocupação na comparação trimestral, Beringuy destacou que o nível de ocupação permanece elevado em comparação a anos anteriores, o que sugere que a criação de emprego e renda continua sólida.

Postos de Trabalho e Informalidade

No último trimestre, houve uma diminuição de postos de trabalho no segmento de Outros serviços, que perdeu 162 mil empregos. Nos outros setores, a ocupação se mostrou estável. Entre os trabalhadores do setor privado, 39,3 milhões tinham carteira assinada, enquanto 13,3 milhões estavam na informalidade.

Desalento e Informalidade

A taxa de desalentados, que se mantém em 2,6 milhões, não apresentou variação significativa. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, essa taxa teve uma queda de 15,3%, representando 464 mil pessoas a menos. A taxa de informalidade também caiu, passando de 37,5% no trimestre encerrado em janeiro para 37,2% no último trimestre, o que equivale a 38,1 milhões de trabalhadores informais.