A região Sul de Minas está enfrentando um crescimento alarmante nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o que tem pressionado os hospitais locais. Em resposta, diversos municípios estão ampliando o número de leitos, decretando estado de emergência em saúde e intensificando as campanhas de vacinação.

Cidades em alerta

Varginha, Três Corações, São Sebastião do Paraíso, Pouso Alegre e Poços de Caldas são algumas das cidades que estão implementando medidas para lidar com o aumento das internações. A situação é mais crítica em São Sebastião do Paraíso, onde quase metade dos casos da regional de saúde são registrados. Até agora, 82 internações e seis óbitos foram contabilizados no município.

Ampliação de leitos em São Sebastião do Paraíso

Para atender à demanda crescente, a Santa Casa de São Sebastião do Paraíso abriu oito novos leitos clínicos e um leito pediátrico de UTI, dedicados exclusivamente a pacientes com SRAG. O diretor da unidade, Renato Figueiredo, afirmou que a maioria dos internados são idosos com comorbidades e crianças.

Emergência em Varginha

Em Varginha, a prefeitura declarou emergência em saúde pública por um período de até 120 dias, devido ao aumento no número de atendimentos relacionados a doenças respiratórias. A cidade, que atende 55 municípios, reportou até o momento 575 hospitalizações e 23 mortes por SRAG.

Três Corações e Pouso Alegre

Na cidade de Três Corações, foram registradas 82 internações e três mortes. A Fundação Hospitalar São Sebastião expandiu sua estrutura para atender essa demanda, aumentando o número de leitos de UTI de 19 para 52, além de criar 33 leitos provisórios para pacientes com SRAG.

Em Pouso Alegre, a situação é semelhante, com 14 hospitalizações e duas mortes. O Hospital das Clínicas Samuel Libânio está atendendo sete crianças internadas com a síndrome, o que levanta preocupações sobre a saúde infantil na região.

Prevenção e vacinação

Diante deste cenário crítico, as autoridades de saúde pedem que a população busque vacinação contra a gripe e a Covid-19. A cobertura vacinal atual em Poços de Caldas é de apenas 46%, considerada insuficiente. A diretora da Rede de Urgência e Emergência do município, Michelle Bertozzi, destacou a importância da imunização, especialmente para gestantes e puérperas, como forma de proteger não só as mães, mas também os recém-nascidos.