Nesta quarta-feira (3), o CMA, regulador de concorrência do Reino Unido, anunciou que os proprietários de sites, incluindo veículos de imprensa, agora têm a opção de impedir que seus conteúdos sejam usados para alimentar a busca com inteligência artificial (IA) do Google.

Direitos dos editores

A decisão surge em resposta às queixas dos editores digitais, especialmente jornais, que alegam que seus conteúdos são utilizados sem compensação financeira por direitos autorais. A utilização não autorizada tem gerado preocupações sobre o impacto na audiência e nas receitas publicitárias dos veículos de comunicação.

A nova regulamentação

O CMA destacou que esta inovação colocará os editores em uma posição mais vantajosa para negociar acordos de uso de conteúdo com o Google. A entidade afirmou que, pela primeira vez, editores terão ferramentas eficazes para impedir que suas informações sejam usadas nas funcionalidades de IA da busca.

Funcionalidades de IA do Google

Atualmente, o Google utiliza a IA em dois formatos principais: o AI Overviews, que apresenta resumos gerados por IA no topo das buscas, e o Modo IA, que oferece um formato de chat, ainda não disponível em todos os países. Esses recursos frequentemente se baseiam em conteúdos extraídos de diversos sites, especialmente de notícias.

Posições dos veículos de comunicação

Veículos de comunicação têm criticado o Google por utilizar seu trabalho sem remuneração adequada. Em um comunicado, Mrinalini Loew, responsável pelo Google Search, anunciou que a empresa está testando uma nova ferramenta que permitirá que os editores decidam se desejam que seus sites apareçam nas respostas da busca.

Consequências da escolha

Loew alertou, no entanto, que os sites que optarem por não participar desse sistema não receberão tráfego ou impressões resultantes dessas funcionalidades. Essa medida surge após o CMA classificar o Google como uma empresa de 'status estratégico no mercado', devido à sua posição dominante, o que implica regras mais rigorosas em comparação a seus concorrentes no Reino Unido.

Impacto no mercado de busca

Com 90% das buscas digitais no Reino Unido sendo realizadas através do Google e mais de 200 mil empresas britânicas anunciando na plataforma, essa regulamentação poderá ter um impacto significativo na forma como os conteúdos são utilizados e na relação entre editores e a gigante da tecnologia.