No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, o Parque Estadual da Pedra Branca, no Rio de Janeiro, traz boas notícias para os amantes da natureza. A iniciativa de reflorestamento e o combate à caça têm mostrado resultados positivos, com o registro de mamíferos raros em uma das maiores reservas urbanas do mundo.
Espécies Raras Registradas
Entre os animais filmados, destaca-se o gato-do-mato-pequeno, considerado o menor felino selvagem do Brasil. Além dele, foram registrados pacas, que estão em situação de vulnerabilidade, em busca de água e alimento. Essas filmagens ocorreram em uma área que abrange cerca de 12,5 mil hectares, envolvendo 17 bairros das zonas Oeste e Sudoeste.
Outros Flagrantes Importantes
As câmeras, instaladas por uma ONG dedicada à conservação da Trilha Transcarioca, também capturaram imagens do tapiti, o único coelho nativo do Brasil, que tem hábitos noturnos. Outro destaque é o furão-pequeno, que vive em tocas e é ativo durante o dia. Cachorros-do-mato, que começam suas atividades ao anoitecer, também foram vistos pela primeira vez na área.
Importância da Conservação
De acordo com o biólogo Diego Monsores, os registros são uma oportunidade para intensificar as ações de conservação, especialmente voltadas para o gato-do-mato e outras espécies ameaçadas. A presença desses mamíferos é um sinal positivo da saúde ambiental da região.
Ações do Inea
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) acredita que o aumento na presença de mamíferos é resultado direto das iniciativas de reflorestamento e do combate à caça. Marco Gonçalves, gerente de Fauna do Inea, explica que, ao coibir a caça, a floresta pode se recuperar e sustentar suas populações de fauna.
Conexão com a Comunidade
O tatuador Marcos Mieiro, que visita o parque frequentemente, ressalta a importância de educar as pessoas sobre a preservação do meio ambiente. Ele acredita que, ao conhecer o parque, mais indivíduos se sentirão motivados a proteger esse patrimônio natural.
