Um levantamento recente da Mintech, uma empresa especializada em dados tecnológicos, indicou que 38,9% dos celulares brasileiros já possuem pelo menos um aplicativo de Inteligência Artificial (IA) instalado. A pesquisa envolveu uma amostra de 1 milhão de smartphones em março deste ano, revelando a presença de aplicativos de IA em 389.865 dispositivos.

Tendência de Adoção de IA

Gustavo Cruz, CEO da Mintech, destaca que os dados demonstram que o Brasil está alinhado com uma tendência global em relação ao uso da Inteligência Artificial. "Os números confirmam que a IA deixou de ser uma exclusividade do ambiente corporativo e agora é uma parte significativa do cotidiano digital dos brasileiros", afirma.

Impacto Global e Local

O executivo observa que essa situação reflete um movimento global em que as ferramentas generativas e assistentes inteligentes estão se tornando comuns nos dispositivos móveis. "Atualmente, o smartphone se firmou como o principal meio de interação entre os usuários e as novas tecnologias", afirma Cruz.

Aplicativos Mais Usados

Entre os aplicativos de IA mais utilizados, o ChatGPT lidera com 23,7% dos celulares analisados. Em seguida, estão o Gemini com 8%, o Copilot com 1,6%, o DeepSeek com 0,8% e o Grok com 0,6%. Outros aplicativos como Bard, Claude e Codex também aparecem na lista.

Transformação da Interação Digital

A pesquisa indica que a predominância de assistentes conversacionais e soluções de IA generativa é um reflexo de uma tendência global: a transformação da interação digital através de interfaces mais naturais e orientadas por linguagem. Essas tecnologias estão se integrando cada vez mais à rotina de trabalho, estudo e consumo.

Demanda por Personalização

Cruz enfatiza que, conforme mais usuários adotam a IA em seus celulares, aumenta a demanda por serviços personalizados e experiências automatizadas. "Os dados mostram que o Brasil já está ativamente participando desse ciclo de adoção global, reforçando o papel dos smartphones como vetores essenciais para a disseminação da inteligência artificial nos próximos anos", conclui.