A Equatorial foi a única empresa a apresentar uma proposta para se tornar investidor de referência da Copasa, a estatal de saneamento de Minas Gerais. A oferta consiste em R$ 49,03 por ação, totalizando um investimento de R$ 5,5 bilhões para adquirir 30% da companhia.

Próximos passos da privatização

O Governo de Minas Gerais anunciou que dará início à fase de oferta ao mercado geral, conhecida como "bookbuilding", onde investidores poderão indicar a quantidade de ações que desejam adquirir. Essa fase, que irá disponibilizar mais 15% das ações da Copasa, começa na próxima sexta-feira, dia 5, com a liquidação prevista para o dia 11.

Contexto da privatização

A presença da Equatorial como única interessada levanta preocupações sobre o esvaziamento do processo de privatização, similar ao que ocorreu na desestatização da Sabesp, onde também apenas a Equatorial fez uma proposta. A Aegea, que inicialmente manifestou interesse, retirou sua proposta ao final de maio, após a suspensão do processo devido a ofertas abaixo do mínimo estabelecido.

Desafios para Equatorial

Apesar de ser a única a apresentar uma proposta, a vitória da Equatorial na privatização ainda não é garantida. O resultado do bookbuilding pode levar a uma precificação maior, o que significaria que a privatização ocorreria sem um controlador definido, caso o mercado ofereça um valor superior ao proposto.

Implicações da privatização

Nos últimos meses, a Equatorial foi considerada para ser acionista de referência da Sabesp, mas a empresa paulista desistiu da operação, citando preocupações quanto ao ritmo da privatização da Copasa. As mudanças no cenário financeiro da Aegea, que apresentou um balanço desfavorável, também impactaram as negociações.

Questões em torno da privatização

O processo de privatização da Copasa tem sido objeto de críticas, especialmente em relação à renovação do contrato de concessão com a Prefeitura de Belo Horizonte, que inclui cláusulas polêmicas. A justificativa do governo para a venda de estatais é reduzir despesas, mas especialistas levantam preocupações sobre a real intenção e a utilização dos recursos levantados, estimados em R$ 10 bilhões, para amortizar dívidas do estado.