A evolução do open banking e open finance tem promovido maior competitividade e inclusão financeira em diversos países. Contudo, a integração internacional desses sistemas ainda enfrenta desafios técnicos e regulatórios que limitam a troca de dados e serviços financeiros através de APIs entre nações.
Desafios da Integração Internacional
As discrepâncias em padrões tecnológicos, formatos de dados e estruturas de confiança dificultam operações financeiras transfronteiriças, especialmente para pequenas e médias empresas (PMEs). Essas organizações ainda lidam com processos manuais e complexidades no acesso a crédito e financiamento internacional.
Apresentação do Projeto Aperta
Em resposta a essa situação, o Projeto Aperta, sob a liderança do Bank for International Settlements Innovation Hub (BISIH) em Hong Kong, criou um protótipo focado na interoperabilidade entre diferentes redes de open finance. A proposta é de uma 'rede de redes', que conecta as estruturas já existentes através de uma camada neutra baseada em APIs.
Colaboração Internacional
O protótipo do Aperta integrou redes de open finance do Reino Unido, Brasil, Hong Kong, Índia e Emirados Árabes Unidos. A iniciativa contou com a colaboração de várias autoridades financeiras e foi testada com a participação de bancos e fintechs.
Funcionamento do Sistema
A proposta permite que redes domésticas operem de maneira coordenada, sem a necessidade de alterar os modelos estruturais já existentes. O sistema atua como um diretório e tradutor em tempo real, compartilhando informações sob uma estrutura comum de confiança, enquanto os dados são gerenciados por um hub central de APIs.
Resultados dos Testes
Durante os testes, o Projeto Aperta validou a abertura de contas empresariais e operações de financiamento ao comércio exterior. Esses casos demonstraram que fluxos digitais de dados podem substituir processos manuais e fragmentados, resultando em maior eficiência e redução de custos.
Conclusões e Futuro do Projeto
O BISIH concluiu que a conexão entre redes nacionais é tecnicamente viável e que a expansão desse modelo dependerá da colaboração contínua entre reguladores e instituições financeiras. O modelo modular e de código aberto do Projeto Aperta servirá como base para futuras expansões, integrando novos países e setores ao ecossistema financeiro internacional.
