Em resposta às altas nos preços do barril de petróleo, o governo federal anunciou um subsídio de R$ 0,44 por litro para a gasolina e um modelo de subsídio via 'cashback equivalente a impostos' de R$ 0,35 por litro para o diesel. Essa medida visa substituir a isenção de PIS/Cofins, que deve expirar no final de maio.
Defasagem nos preços
De acordo com análises do Itaú BBA, o diesel está em conformidade com a política comercial vigente, mas a gasolina ainda apresenta uma defasagem significativa. Apesar da introdução do subsídio, o preço efetivo da gasolina praticado pela Petrobras continua mais de 20% inferior à faixa de referência do mercado.
Projeções de mercado
Com base nessa defasagem, o Itaú BBA conclui que é necessária uma nova alta nos preços da gasolina para alinhar a estatal à sua estratégia comercial. O banco ressalta que a Petrobras pode escolher parâmetros diferentes dos utilizados em suas projeções ao formular sua política de preços.
Comparação de preços
O Bradesco BBI também fez suas estimativas, sugerindo que o preço implícito da gasolina da Petrobras pode subir para cerca de US$ 95 por barril. No entanto, isso ainda ficaria abaixo da referência do Golfo dos EUA, que é de US$ 142 por barril, resultando em um 'gasoline crack spread' próximo de zero.
Impactos da redução de impostos
Além disso, o Bradesco BBI aponta que, se a proposta de redução de PIS/Cofins sobre a gasolina for aprovada, isso poderia abrir espaço para novos aumentos nos preços pelos quais a Petrobras é responsável.
Conclusão
Assim, mesmo com as medidas adotadas pelo governo, a necessidade de ajustes nos preços da gasolina permanece evidente, refletindo as condições do mercado e a estratégia comercial da Petrobras.
