As previsões de temperaturas médias globais são preocupantes, com a expectativa de que elas continuem em níveis recordes ou próximos disso nos próximos cinco anos. Um relatório recente da Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligado à ONU, revela que esse aumento é consequência da contínua queima de carvão, óleo e gás.
Risco de novos recordes de calor
De acordo com o estudo, que contou com a colaboração de 13 institutos internacionais, há uma probabilidade de 86% de que pelo menos um dos anos entre 2026 e 2030 supere 2024 como o mais quente já registrado. Além disso, os cientistas indicam uma chance de 91% de que a temperatura média global ultrapasse temporariamente o limite de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais em algum momento desse período.
Influência do El Niño e derretimento do Ártico
Os especialistas projetam a ocorrência do fenômeno El Niño no Pacífico tropical, o que pode elevar ainda mais as temperaturas globais. “Um El Niño é esperado para o final de 2026, aumentando as chances de que 2027 quebre recordes de calor”, afirma o Dr. Leon Hermanson, autor do relatório.
Consequências do aquecimento global
Embora o Acordo de Paris busque limitar o aquecimento a 1,5°C, ultrapassagens temporárias anuais indicam uma aceleração do processo. Se a média entre 2026 e 2030 ultrapassar essa marca, será evidente um aumento de 0,25°C em uma década, um ritmo alarmante se comparado ao aumento anterior de 0,2°C.
Impactos na vida e no meio ambiente
A continuidade desse aquecimento traz riscos ambientais significativos, como a perda de ecossistemas vulneráveis, incluindo corais e geleiras. O aumento das temperaturas pode resultar em eventos climáticos extremos que superam os padrões conhecidos, afetando diretamente a vida das pessoas e a segurança alimentar.
Desafios na Amazônia e em outras regiões
O relatório também destaca que a Amazônia pode se tornar um emissor de carbono devido às alterações climáticas, elevando ainda mais as emissões de gases de efeito estufa. Enquanto isso, regiões como o Sahel africano e partes da Europa podem enfrentar chuvas excessivas, contrastando com a seca severa esperada na bacia amazônica.
Conclusão e apelo à ação
Simon Stiell, chefe de clima da ONU, enfatiza que, apesar dos esforços globais para mitigar o aquecimento global, as temperaturas extremas em diversas partes do mundo evidenciam o custo alto que a humanidade está pagando. Ele alerta que as consequências, como incêndios florestais e secas, afetam diretamente a economia e a vida das pessoas em cada nação.
