A mureta do Córrego Humaitá, localizado no bairro Industrial de Juiz de Fora, cedeu recentemente, levantando preocupações entre os moradores da região. A estrutura começou a apresentar problemas quase quatro meses após a tragédia das chuvas, que resultou em 66 mortes e alagamentos significativos na área.
Obras de macrodrenagem aguardadas
A Prefeitura de Juiz de Fora anunciou um investimento de aproximadamente R$ 90 milhões para um programa de macrodrenagem no Córrego Humaitá, após os desastres de fevereiro. No entanto, as obras prometidas até agora não foram iniciadas, o que causa apreensão entre os moradores, especialmente com as chuvas recentes.
A mureta que cedeu está situada na margem da avenida Lúcio Bittencourt, onde detritos se acumularam no córrego, aumentando o risco de alagamentos adicionais. A população teme que novas precipitações provoquem entupimentos e comprometam a estrutura viária da região.
Em resposta às preocupações, a prefeitura afirmou que as obras estão previstas para começar em julho, com foco inicial na área afetada e com a expectativa de conclusão até o fim do ano. O local segue sob monitoramento da Defesa Civil e da Secretaria de Obras.
Fases do projeto de drenagem
O projeto de macrodrenagem foi dividido em três fases. A primeira fase, realizada entre 2023 e 2024, teve um custo de R$ 6,4 milhões e focou na prevenção de alagamentos, incluindo o fechamento do Acesso Norte.
A segunda fase, que foi anunciada em fevereiro, incluirá a canalização do córrego, construção de uma estrutura similar ao muro do Rio Paraibuna e alteamento das margens para evitar transbordamentos. Além disso, haverá a reforma da rede de microdrenagem e a separação do sistema de esgoto.
A terceira fase do projeto visa a requalificação urbanística do bairro, com repavimentação das vias, reconstrução de calçadas, e criação de jardins de chuva e calçadas drenantes, buscando melhorar a infraestrutura e a qualidade de vida na comunidade.
