Marcela Vitória de Lima Santos, uma jovem de 19 anos, falou pela primeira vez em um vídeo sobre o ataque de tubarão que sofreu na tarde de segunda-feira (1º) na praia de Boa Viagem, em Recife. Ela passou por uma amputação de perna e atualmente está internada na UTI do Hospital da Restauração.
Mensagem de otimismo
Em um vídeo postado nas redes sociais, gravado pelo médico Mike Andrade, que prestou os primeiros socorros, Marcela disse: "Oi, pessoal. Tudo bem, graças a Deus. Tô seguindo minha vida e vai dar tudo certo. É isso". Essa mensagem reflete sua determinação e esperança durante a recuperação.
Detalhes do ataque
O médico Andrade, que estava de folga no Recife, revelou que estava na praia quando ouviu os gritos de Marcela chamando por seu primo, que a acompanhava. Ele utilizou suas mãos e um cinto para controlar a hemorragia, comprimindo a artéria femoral, o que foi crucial para estabilizá-la até a chegada ao hospital.
Histórico de ataques
Com o ataque a Marcela, Pernambuco registrou quatro incidentes envolvendo tubarões em apenas cinco meses de 2026, igualando os totais de 1998 e 2006. Este é considerado o ano com mais ocorrências desde então. Apenas um dia antes, uma criança de 11 anos também foi vítima de um ataque na Praia de Piedade, tendo sua perna amputada devido à gravidade dos ferimentos.
Monitoramento interrompido
Uma reportagem anterior destacou que o monitoramento de tubarões na costa do Recife e região metropolitana está suspenso há mais de uma década, com as últimas ações ocorrendo em 2015. A falta de monitoramento levanta preocupações sobre a segurança dos banhistas.
Novas iniciativas
Recentemente, a Facepe (Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco) aprovou um projeto da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco) para retomar o monitoramento de tubarões, com um investimento de R$ 1,05 milhão. Essa iniciativa utilizará telemetria e dará sequência a projetos anteriores, começando em junho.
