O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assegurou que as mais de 500 mil pessoas que receberam a vacina Butantan-DV estão protegidas contra os quatro sorotipos da dengue. Ele enfatizou a eficácia do imunizante durante um evento em Ribeirão Preto, onde também apresentou resultados de uma pesquisa sobre terapia com células CAR-T.
Suspensão temporária da vacina
A aplicação da Butantan-DV foi suspensa temporariamente após a identificação de 42 casos de reações adversas severas associadas ao momento da vacinação. Dentre esses episódios, incluem-se três casos graves, com duas mortes. No entanto, o ministério ainda não possui evidências suficientes para relacionar os óbitos diretamente à vacina.
Continuidade do imunizante Qdenga
Padilha destacou que a situação da Butantan-DV não afeta a vacina Qdenga, da farmacêutica Takeda, que continua sendo administrada em Unidades Básicas de Saúde e clínicas particulares. A vacina Qdenga já teve mais de 8 milhões de doses aplicadas no Brasil e outras 9 milhões estão previstas para serem distribuídas neste e no próximo ano.
Investigações em andamento
Durante sua fala, o ministro afirmou que as reações adversas observadas na Butantan-DV não foram identificadas nas fases de pesquisa clínica realizadas no Brasil e nos Estados Unidos. Portanto, uma pausa na vacinação foi decidida para investigar esses casos. O Instituto Butantan, o Ministério da Saúde e a Anvisa estão colaborando para entender a relação entre a vacina e as reações relatadas.
Acompanhamento dos casos graves
Padilha ressaltou que mesmo os dois casos de óbito não têm uma relação causal definida com a vacinação e que a Anvisa criou um painel de especialistas para monitorar a situação. Um Comitê Técnico Assessor, que inclui profissionais de diferentes áreas médicas e acadêmicas, também foi convocado para acompanhar as investigações.
Orientações para vacinados
O ministro pediu aos indivíduos que tomaram a vacina nos últimos 21 dias que fiquem atentos a sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes e outros sinais de alerta. Ele enfatizou a importância de monitorar essas reações e buscar atendimento caso necessário.
Por fim, Padilha lembrou que, apesar da redução significativa de 97% nos óbitos por dengue neste ano, a doença continua a ser um problema de saúde pública, tendo causado 178 mortes até agora, o que ressalta a necessidade de uma vacina confiável para a população brasileira.
