Na edição desta quarta-feira (6) da newsletter Todas, a discussão sobre a sobrecarga enfrentada pelas mulheres brasileiras ganha destaque. O conceito de sucesso, muitas vezes, está atrelado à capacidade de dar conta de todas as demandas, mas até que ponto isso é sustentável?

O Custo da Sobrecarga

Dados recentes revelam que, em 2025, as mulheres representarão 63% dos afastamentos do trabalho devido a questões de saúde mental, segundo o Ministério da Previdência Social. Essa realidade evidencia um quadro preocupante que afeta milhões de brasileiras.

As Múltiplas Camadas da Exaustão

A sobrecarga feminina não se resume apenas à pressão profissional, mas envolve também o trabalho invisível e não remunerado, que é essencial para a manutenção das famílias. Expectativas sociais que exigem que as mulheres sejam sempre eficientes e resilientes contribuem para essa situação.

Contexto Familiar e Social

No Brasil, onde 49,1% dos lares são chefiados por mulheres, a exaustão vai além do âmbito individual, configurando-se como um fenômeno social. A chamada 'crise do cuidado' se revela de maneira única no país, especialmente entre as mulheres negras que historicamente têm uma presença significativa no mercado de trabalho.

A Necessidade de Políticas de Cuidado

Essas mulheres, muitas vezes responsáveis pelos cuidados de crianças e idosos, não têm acesso a políticas públicas que as apoiem, resultando em uma segunda jornada de trabalho. Compreender a formação dessa sobrecarga e a quem ela recai na ausência de redes de apoio é crucial para abordar as transformações que impactam a estrutura familiar e laboral no Brasil.

Uma Homenagem à Arte e à Luta

Em uma nota de pesar, lembramos Marjane Satrapi, artista iraniana e autora da aclamada graphic novel 'Persépolis', que faleceu recentemente. Sua obra tocou em temas como a condição da mulher no Irã e a imigração, refletindo batalhas que ressoam com a luta das mulheres por reconhecimento e igualdade.