O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou a importância de aumentar a tributação sobre a renda dos mais ricos e rever programas sociais para equilibrar a economia do Brasil. Em entrevista ao portal g1, ele comentou sobre as estratégias que podem ser adotadas nos próximos anos.

Aumento da tributação

Durigan enfatizou que a carga tributária sobre a renda no Brasil é historicamente baixa quando comparada a países desenvolvidos. Ele defendeu que o Brasil deve seguir o exemplo de nações avançadas e retomar a taxação de lucros e dividendos, isentos desde 1995.

Taxação de lucros e dividendos

Atualmente, o Brasil é um dos poucos países que não tributa esses rendimentos. A média da OCDE é de 24,7%, e a medida poderia gerar uma arrecadação adicional superior a R$ 100 bilhões anuais, se implementada corretamente.

Corte de benefícios fiscais

Além disso, o ministro sugeriu a necessidade de reduzir os chamados 'gastos tributários', que representam benefícios fiscais concedidos a segmentos específicos. Com subsídios estimados em mais de R$ 600 bilhões, Durigan acredita que é possível cortar até 10% desses gastos já para o próximo ano.

Consolidação de programas sociais

Durigan também mencionou a importância de revisar os programas sociais, que custarão cerca de R$ 550 bilhões em 2026. Ele vê com bons olhos a proposta de consolidar esses benefícios, a fim de evitar duplicidades e fraudes, e garantir um uso mais eficiente do dinheiro público.

Discussões para o futuro

Sobre a possibilidade de desindexação do salário-mínimo em relação aos gastos previdenciários, Durigan afirmou que esse tema deve ser discutido pelo próximo governo, após as eleições de 2026. Ele ressaltou que é necessário aguardar a definição do novo cenário político antes de avançar em propostas específicas.