No dia 4 de julho, o Instituto de Oncologia Ciências Médicas de Minas Gerais (IONCM-MG) realizará um mini simpósio gratuito com o tema "Julho Verde: por que falar de câncer de cabeça e pescoço em 2026?" O evento busca informar a população e estudantes dos cursos de Medicina, Odontologia e Fonoaudiologia sobre a doença, cuja previsão é de 42.150 novos casos no Brasil neste ano.
Campanha Julho Verde
A iniciativa faz parte da campanha nacional Julho Verde, dedicada à conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce e da prevenção do câncer de cabeça e pescoço. Este mês culmina no Dia Mundial de Prevenção da doença, celebrado em 27 de julho. O simpósio acontecerá no Anfiteatro do IONCM-MG, localizado no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte, e as inscrições podem ser feitas gratuitamente pela plataforma Sympla.
Objetivos do evento
O mini simpósio tem como foco principal alertar sobre os fatores de risco, os sinais e sintomas da doença, além de reforçar a importância do diagnóstico precoce. Vinícius Cruz Parrela, oncologista clínico do IONCM-MG, destaca que um dos principais obstáculos é o atraso no diagnóstico, que pode levar meses, o que é preocupante para o tratamento eficaz.
Estimativas e tipos de câncer
Conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a expectativa é de que Minas Gerais registre cerca de 5.010 novos casos de câncer de cabeça e pescoço. O câncer de cavidade oral é o mais comum, com previsão de mais de 17 mil novos casos no Brasil, especialmente entre homens. Já o câncer de tireoide, que é o segundo mais frequente, deve totalizar 16.450 casos, com maior incidência em mulheres.
Prevenção e cuidados
Para evitar o câncer de cabeça e pescoço, é essencial conhecer os fatores de risco e adotar hábitos saudáveis. Os principais fatores incluem tabagismo, consumo excessivo de álcool, infecção pelo HPV e exposição solar sem proteção. Medidas de prevenção, como uma boa higiene bucal e acompanhamento odontológico regular, são fundamentais, segundo Vinícius Cruz.
Sinais de alerta
Detectar os sinais da doença em sua fase inicial aumenta as chances de um tratamento bem-sucedido. Feridas na boca, manchas ou caroços no pescoço que persistam por mais de 15 dias devem ser investigados. Além disso, rouquidão persistente por mais de três semanas deve ser avaliada por um especialista, utilizando laringoscopia para descartar causas malignas.
