Em Minas Gerais, quase 2 mil cidadãos já manifestaram oficialmente a intenção de doar órgãos após a morte por meio de uma plataforma digital dos Cartórios de Notas. Este número coloca o estado entre os que mais utilizam essa ferramenta no Brasil, em um contexto onde mais de 4,4 mil mineiros estão na fila à espera de um transplante.
A Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos
A Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) foi criada há dois anos e regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Através do sistema, qualquer cidadão pode formalizar gratuitamente sua vontade de ser doador pela internet. Desde o seu lançamento, foram registradas 1.980 intenções de doação em Minas Gerais, conforme dados do Colégio Notarial do Brasil.
Ranking Nacional de Doações
No Brasil, mais de 30 mil pessoas já utilizaram a AEDO para registrar sua intenção de doar órgãos. O estado de São Paulo lidera com cerca de 8,7 mil registros, seguido pelo Paraná (3,3 mil), Rio de Janeiro (2,7 mil), Minas Gerais (1,9 mil) e Rio Grande do Sul (1,8 mil). No total, aproximadamente 48 mil pacientes aguardam na fila por um órgão, com destaque para os transplantes de rim e fígado.
Impacto da Doação de Órgãos
Casos recentes mostram a importância da doação de órgãos. Um exemplo é o da jornalista Alice Ribeiro, que, após um acidente fatal em abril, teve sua vontade de doar respeitada pela família, resultando na doação de rins, fígado, pâncreas e córneas para pessoas em espera por transplante.
Como se Cadastrar
Para registrar a intenção de doar órgãos, o procedimento é gratuito e totalmente online. O interessado deve acessar a plataforma e-Notariado e solicitar um Certificado Digital Notarizado, que permite a assinatura eletrônica válida. Em seguida, ocorre uma videoconferência com um tabelião para confirmar a identidade do cidadão.
Orientações Finais
Após a assinatura eletrônica da autorização, o registro se torna parte da Central Nacional de Doadores de Órgãos, acessível a profissionais do Sistema Nacional de Transplantes. É importante que, mesmo com o registro formal, o cidadão converse com a família sobre sua decisão, pois isso pode facilitar o processo em momentos delicados.
