Minas Gerais deu um passo importante rumo à liderança no mercado de minerais estratégicos com a abertura do Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) da Viridis, inaugurado em Poços de Caldas nesta quinta-feira (28/5). Essa unidade é uma das maiores do tipo fora da China, que atualmente domina o setor.

Importância do empreendimento

A planta da Viridis é projetada para processar argilas iônicas, produzindo carbonato misto de terras raras (MREC), com uma capacidade de 100 quilos por hora. Este volume é aproximadamente quatro vezes maior do que o de plantas similares fora do território chinês, o que a torna um marco na indústria.

Investimentos e apoio governamental

O projeto Colossus, liderado pela mineradora australiana Viridis, já recebeu cerca de R$ 200 milhões em investimentos. A expectativa é que a operação industrial no estado, com investimentos previstos de mais de US$ 350 milhões, traga um impacto significativo para a economia local.

Contribuição do Governo de Minas

O avanço da Viridis é resultado da colaboração com o Governo de Minas, que, por meio da Invest Minas, tem facilitado o processo de instalação da planta, desburocratizando as interações com diferentes secretarias. A secretária de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, destacou a importância das terras raras para setores como tecnologia e energia limpa.

Concorrência e mercado global

A crescente dependência global da China para o fornecimento de terras raras tem motivado países como os Estados Unidos e nações da Europa a buscarem alternativas. Minas Gerais, com suas reservas minerais e infraestrutura, se posiciona estrategicamente no mapa global, buscando atrair investimentos e diversificar fornecedores.

Expectativas para o futuro

A planta não apenas processará minerais, mas também contará com laboratórios e áreas para treinamento, visando a formação de mão de obra especializada. Com a implementação dos projetos da Viridis, estima-se que mais de 2,5 mil empregos diretos e indiretos sejam criados até 2029, incluindo atividades de refino e reciclagem de ímãs permanentes de terras raras.

Os estudos de viabilidade do projeto devem ser concluídos até 2026, com início das obras da planta industrial previsto para 2027 e a produção comercial iniciando em 2028.