A gestão do governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), anunciou a venda da folha de pagamento dos servidores estaduais, com expectativa de arrecadar R$ 2,187 bilhões. Este valor é inferior ao montante arrecadado na última licitação, realizada em 2021, quando o Itaú venceu ao oferecer R$ 3,09 bilhões, já corrigidos pela inflação.
Detalhes da Licitação
O edital foi divulgado recentemente e o pregão está agendado para o dia 19 de junho. O valor mínimo de referência estipulado para a venda da folha é menor em 16,5% se comparado ao montante de 2021. Naquela ocasião, o banco Itaú pagou um ágio de 18% sobre o valor mínimo, que era de R$ 2,619 bilhões, reajustado pelo IPCA.
Motivos da Queda no Valor
Segundo informações do Governo de Minas, o valor de referência atual foi definido com base em estudos técnicos de precificação, além de modelagem econométrica e financeira que levaram em conta as condições do mercado financeiro atual. Isso indica uma adaptação das expectativas financeiras do governo às novas realidades econômicas.
Aumento no Número de Servidores
Curiosamente, a queda no valor estimado para a venda da folha ocorre em um cenário de aumento no número de servidores. Atualmente, Minas Gerais conta com 671 mil servidores estaduais, somando ativos e inativos, enquanto em 2021 eram 618 mil. Essa elevação significativa no quadro de servidores levanta questionamentos sobre a sustentabilidade financeira do estado.
Responsabilidades do Banco Vencedor
A instituição financeira que vencer a licitação terá a responsabilidade de gerenciar a transferência dos recursos estaduais para as contas dos servidores, que se tornarão clientes do banco. Isso representa uma oportunidade para o banco expandir seus negócios, oferecendo produtos como empréstimos consignados, cartões de crédito, seguros e investimentos aos funcionários públicos.
Uso dos Recursos Anteriores
Na licitação anterior, em 2021, o então governador Romeu Zema (Novo) destinou os recursos arrecadados para regularizar os salários dos servidores, que estavam sendo pagos de forma parcelada desde 2016, durante a administração do ex-governador Fernando Pimentel (PT). A expectativa é que a nova venda da folha também contribua para melhorias na gestão financeira do estado.
