Os Microempreendedores Individuais (MEIs) em Apucarana estão movimentando anualmente cerca de R$ 800 milhões, segundo levantamento realizado pelo Sebrae. Essa quantia reflete a atividade de mais de 9,8 mil microempresas na cidade, ressaltando a importância econômica dos pequenos negócios para a região.
Crescimento e Diversificação dos Negócios
O consultor do Sebrae, Tiago Cunha, destaca que essa movimentação financeira é descentralizada, abrangendo diversas cadeias produtivas e assegurando o sustento de muitas famílias. "O pequeno empreendedor impulsiona o comércio, consome serviços e compra insumos, promovendo uma renda que circula dentro do município", afirma Cunha.
Nos últimos seis anos, o número de pequenos negócios formalizados cresceu 72,3%, resultando em uma média de 827 novos MEIs por ano. Em 2023, Apucarana registrou a abertura de 1.303 empresas, enquanto 569 foram fechadas, resultando em um saldo positivo de 734 negócios. A taxa de mortalidade empresarial é de 57,4%, com uma expectativa de vida média de 3,7 anos para as empresas ativas.
Setores em Destaque
O setor de serviços é o mais representativo, com 46,1% das empresas locais, seguido pelo comércio (22%), indústria (20,8%) e construção civil (10,8%). Tiago Cunha observa que, apesar da diversidade, a economia de Apucarana está fortemente ligada à tradição industrial, especialmente no setor de confecção.
A moda e confecção se destacam como o nicho com o maior número de empresas, totalizando 2.152, com 177 novas aberturas só neste ano. Outros segmentos relevantes incluem construção (1.153), saúde e bem-estar (983), logística (940), alimentação (749) e o setor automobilístico (457).
Perfil do Empreendedor
A média de idade dos microempreendedores em Apucarana é de 41 anos, com 69,2% entre 30 e 59 anos. Aproximadamente 22% têm até 29 anos, e 8,8% são maiores de 60 anos. A composição de gênero é equilibrada, com 52,8% de homens e 47,2% de mulheres. Além disso, há 35 empresários estrangeiros, evidenciando a diversidade no ambiente de negócios local.
História de Sucesso
Um exemplo inspirador é o de Lucineia de Freitas Rodrigues, de 47 anos, que transformou uma van em uma loja móvel de roupas infantis. Após enfrentar os desafios da pandemia, ela decidiu inovar e formalizou seu negócio como MEI, destacando a importância da legalização para abrir portas. "A concorrência da internet e dos produtos importados tem sido um desafio, mas a flexibilidade do meu negócio é uma vantagem", relata Lucineia.
