A Meta anunciou mudanças em seu plano de rastreamento de funcionários, que inclui a coleta de movimentos de mouse e digitações para treinamento de inteligência artificial. A decisão veio após semanas de forte resistência por parte dos empregados, conforme informado em um memorando interno.
Novas Medidas para Coleta de Dados
Stephane Kasriel, vice-presidente da unidade Superintelligence Labs, revelou que agora os funcionários poderão pausar a coleta de dados por até 30 minutos. Além disso, será possível solicitar exceções ao programa, especialmente para aqueles com preocupações sobre privacidade e uso de internet.
A Meta também implementou otimizações no software para reduzir o impacto na bateria dos computadores e no tráfego de dados, após reclamações de que o sistema consumia muita internet, elevando o uso em casa.
Reação dos Funcionários
A iniciativa de rastreamento, que visa construir agentes de IA autônomos, gerou críticas entre os funcionários, que compararam a empresa a uma “fábrica de extração de dados de funcionários”. A empresa já enfrentava protestos antes da implementação do programa, que foi anunciado em meio a uma reestruturação que resultou na demissão de oito mil trabalhadores.
Um grupo restrito de empregados terá a possibilidade de se isentar do programa, incluindo aqueles que lidam com informações sensíveis e trabalhadores remotos que enfrentam limitações de conexão e energia.
Defesa do Programa
Em reunião com os funcionários, o CEO Mark Zuckerberg defendeu a coleta de dados, afirmando que observar trabalhadores competentes é a melhor forma de acelerar o aprendizado dos modelos de IA. Em um áudio vazado, ele destacou que os dados não são utilizados para vigilância ou controle de desempenho, mas sim para melhorar o modelo de IA da empresa.
Apesar das mudanças, a maioria dos funcionários ainda precisará permitir o rastreamento de suas atividades. A Meta continua confiante nas medidas de proteção à privacidade implementadas, mas as preocupações internas permanecem em foco.
