A possibilidade da imposição de tarifas pelos Estados Unidos tem gerado reações negativas entre os exportadores brasileiros. De acordo com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil, o impacto pode ser significativo, com um total estimado de US$ 15 bilhões nas exportações afetadas.

Impacto na Competitividade

O presidente da Amcham/Brasil, Abraão Neto, afirma que essa tarifa diferenciada prejudicaria a competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano, ampliando a desigualdade em relação a concorrentes internacionais.

Consequências para os Setores Exportadores

A Confederação Nacional de Indústrias (CNI) expressa preocupação com os efeitos negativos nas cadeias produtivas, ressaltando que em 2025, as exportações brasileiras já haviam enfrentado uma queda de 4,2% devido a tarifas anteriores. O setor de calçados, representado por Haroldo Ferreira, presidente-executivo da Abicalçados, teme novas paralisações nas vendas.

Preparação do Setor Têxtil

Os empresários da moda, por sua vez, estão se organizando para atuar junto ao governo. Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, enfatiza a importância de aprofundar as relações comerciais com os Estados Unidos, argumentando que a indústria têxtil não deveria ser penalizada.

Setor de Máquinas e Equipamentos

O mercado americano representa um dos principais destinos para a indústria de máquinas e equipamentos do Brasil. José Velloso, presidente-executivo da Abimaq, destaca que o setor já sofreu com tarifas anteriores, que afetaram as exportações em US$ 4 bilhões no ano anterior.

Análise Crítica do Relatório Americano

Especialistas analisam que o relatório elaborado pela Agência Americana de Comércio ignora a balança comercial favorável aos EUA e os avanços no combate ao desmatamento no Brasil. Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, critica as alegações do relatório, apontando que são utilizadas como pretextos para pressionar o Brasil em negociações comerciais.