A menopausa traz diversas mudanças no corpo feminino, e uma das mais notáveis é a queda hormonal, especialmente dos níveis de estrogênio. Essa redução está diretamente relacionada ao aumento das dores articulares, conforme aponta um estudo recente publicado na revista Climacteric. Pesquisas indicam que mais de 70% das mulheres enfrentam sintomas musculoesqueléticos durante a transição menopausal, impactando significativamente a qualidade de vida.
Impacto das Dores Articulares
Dores persistentes em articulações como joelhos, ombros, mãos e tornozelos, muitas vezes atribuídas ao envelhecimento, estão sendo cada vez mais associadas às alterações hormonais que ocorrem na menopausa. Segundo a ginecologista Roberta Brando, essa dor crônica não deve ser encarada como um aspecto normal do envelhecimento, mas sim como um sinal de que algo precisa ser tratado.
A Síndrome Musculoesquelética da Menopausa
A medicina já identificou a síndrome musculoesquelética da menopausa como um conjunto de sintomas que resulta da queda nos níveis de estrogênio. Este hormônio desempenha um papel fundamental na saúde das articulações, e sua diminuição pode levar a processos inflamatórios, redução do líquido sinovial e alterações no colágeno, resultando em rigidez muscular e dor, especialmente ao acordar.
Estudos e Evidências Científicas
Uma revisão publicada em 2024 na revista Pain confirma a associação entre a transição menopausal e o aumento de dores musculoesqueléticas. Adicionalmente, um estudo longitudinal na China revelou que a prevalência desses sintomas aumenta conforme as mulheres avançam nas fases da menopausa.
Alternativas e Cuidados
Roberta Brando ressalta que a menopausa não deve ser vista como um período de limitações, mas sim como uma fase que requer novos cuidados. A combinação de colágeno tipo II, condroitina e vitaminas adequadas pode ser benéfica para a saúde articular. Com o suporte correto, é possível manter a qualidade de vida e reduzir as dores.
Abordagem Multifatorial
A especialista defende que a abordagem para tratar esses sintomas não deve se restringir à reposição hormonal. É essencial adotar uma estratégia multifatorial que inclua melhorias nos hábitos de vida, como a qualidade do sono, que afeta diretamente a inflamação do organismo e a preservação da massa muscular. A prática regular de atividades físicas é indispensável para manter a mobilidade e reduzir os sintomas relacionados à menopausa.
