Na manhã desta quarta-feira (10/6), médicos da rede municipal de saúde de Belo Horizonte iniciaram uma paralisação de 24 horas, que se estenderá até às 7h de quinta-feira (11/6). A decisão foi tomada em protesto contra a falta de isonomia salarial e outras questões que afetam a categoria.
Atendimentos mantidos
Durante a paralisação, os atendimentos de urgência e emergência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais foram mantidos, garantindo que a população continuasse recebendo os serviços essenciais. A mobilização reúne profissionais de diversas áreas da saúde, incluindo dentistas.
Reunião com autoridades
Na tarde de hoje, o presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), André Christiano dos Santos, se reuniu com o Secretário de Governo da Prefeitura de Belo Horizonte, Guilherme Catunda Daltro. Durante o encontro, foram apresentadas as reivindicações da categoria, e o secretário se comprometeu a dar um retorno em breve, conforme informações da assessoria do sindicato.
Insatisfação com propostas
As reivindicações foram discutidas em uma Assembleia Geral Extraordinária no dia 2 de junho, onde os médicos consideraram as propostas da prefeitura insuficientes. O Executivo ofereceu um reajuste de apenas 4,11% sobre o salário-base, sem incluir os médicos contratados por vínculo administrativo ou avançar em outras pautas importantes.
Diferenciação salarial
Um dos principais pontos de descontentamento é a diferença de tratamento em relação a outras categorias da saúde. Enquanto outros profissionais receberão um adicional de 3% em dezembro, os médicos e cirurgiões-dentistas não foram contemplados. Ademais, os contratos temporários não serão reajustados, provocando forte insatisfação.
Documentos e propostas
O sindicato formalizou suas reivindicações em um ofício enviado ao prefeito Álvaro Damião, além de outros secretários municipais. Entre os pontos prioritários estão o adicional de 3% para médicos, a extensão do reajuste aos contratos administrativos, convocação de aprovados em concursos e a reintegração de profissionais com contratos temporários encerrados.
Resposta da Prefeitura
A Secretaria Municipal de Saúde informou que está atenta à situação e tomando medidas para minimizar impactos no atendimento. A administração ressalta que está em diálogo contínuo com os servidores e que as pautas apresentadas estão sendo analisadas. Recentemente, mais de 3,9 mil profissionais foram convocados, incluindo médicos e enfermeiros, para fortalecer a assistência à população.
