A CEO da COP30, Ana Toni, anunciou que um esperado mapa do caminho para a transição energética, que servirá como guia para os países se afastarem dos combustíveis fósseis, será divulgado até a COP31, marcada para novembro de 2023 na Turquia. A declaração foi feita em uma entrevista à Folha, onde Ana ressaltou a importância desse documento para o futuro energético global.
Reconhecimento da Liderança Brasileira
Durante um encontro climático em Santa Marta, na Colômbia, realizado em abril, Ana observou um forte reconhecimento da liderança brasileira nas discussões sobre a transição para um mundo livre de combustíveis fósseis. Ela destacou que, apesar das críticas que a COP30 enfrentou, o evento deixou importantes legados, como a criação do SPGET, um painel científico que visa apoiar países na transição energética.
Desafios e Aprendizados
Ana Toni mencionou que a conferência Taff, que surgiu em resposta ao descontentamento com as cúpulas climáticas tradicionais, proporcionou um ambiente de troca de experiências entre países. Ela enfatizou que as discussões foram valiosas, permitindo que as nações compartilhassem estratégias que funcionaram ou falharam na transição energética, promovendo um aprendizado coletivo.
Relação entre Taff e COPs
Questionada sobre a possível desconexão entre a Taff e as COPs, Ana afirmou que o processo é complementar e que deve fortalecer o multilateralismo. Ela disse que a transição para longe dos combustíveis fósseis é um desafio complexo que requer tempo e um debate aprofundado sobre segurança energética e econômica.
Lobby do Petróleo nas Conferências
Sobre a presença do lobby do petróleo, Ana Toni afirmou que não percebeu influência significativa, nem na COP30, nem na Taff. Ela explicou que as discussões sobre lobby ocorrem principalmente nas pré-COPs e que a transparência sobre a participação de diferentes grupos é uma questão em debate interno na UNFCCC.
Críticas e Melhorias nos Modelos de COP
A economista também comentou sobre as críticas aos modelos de COP, reconhecendo que ajustes são necessários. Apesar de ainda estarmos distantes das metas climáticas, como a limitação do aumento da temperatura a 1°C, Ana acredita que o Acordo de Paris está funcionando e que é preciso continuar aprimorando os processos existentes para acelerar as ações climáticas.
